sexta-feira, 11 de maio de 2012

Carteiros de Samambaia fecham acordo com Correios após paralisação




A manhã desta sexta-feira, dia 11, foi de paralisação na unidade dos Correios de Samambaia Sul. Carteiros reivindicaram melhores condições de trabalho e mais efetivos nas ruas. O quadro de 20 funcionários, que se dividem na entrega das correspondências, não é suficiente para atender a toda a demanda da região. Depois de muita negociação, a diretoria dos Correios se comprometeu a aumentar o quadro de pessoal e a realizar mutirão para diminuir o acúmulo de correspondências, que já chegam a 60 mil. Com o acordo, os carteiros voltaram ao serviço no início da tarde e não haverá nenhum desconto pelas horas de manifestação.

Conforme a negociação, sete novos funcionários terceirizados começarão a trabalhar imediatamente na unidade. Além disso, dentro de 15 dias, três novos concursados serão integrados à equipe. Um estudo realizado pela empresa mostra que o ideal de quantitativo de funcionários para atender a toda a demanda de Samambaia deveria ser de 47. Hoje, somente 20 funcionários atuam nas ruas da cidade. Os aprovados no último concurso só foram chamados para as unidades do Plano Piloto. Nenhum foi para a região do entorno.

Ainda assim, os funcionários são pressionados para dar conta do trabalho em excesso. “A empresa só sabe exigir metas, sendo que ela não dá condições de trabalho”, argumenta Amanda Corcino, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do DF e Região do Entorno (Sintect/DF). Muitos carteiros excedem a carga horária e atuam em condições inadequadas, como Maria Escolástica Grandin, que é carteira há 15 anos. “Eu penso muito na população, porque se a correspondência atrasa, a pessoa paga multa. Por isso, a gente prejudica o nosso horário de almoço e também a nossa relação com a família. Por exemplo, em um sábado que eu poderia estar com minha família, mas fico aqui nos Correios até mais tarde”, desabafa.

O acordo feito nesta sexta não vai resolver o problema dos carteiros de Samambaia, mas amenizará a situação. “O que precisamos é de mais efetivos”, ressaltou Ivone Rodrigues Neres, carteira há 12 anos. Os Correios alegam que o pedido de novos funcionários já foi feito para o Ministério das Comunicações e para o Ministério do Planejamento e aguardam resposta.

Acúmulo de correspondência

Para escoar o acúmulo de correspondência da unidade de Samambaia, será realizado um mutirão nos dias 19 e 20 de maio, no fim de semana seguinte ao Dia das Mães. Funcionários de outras unidades ajudarão no trabalho.

Também haverá uma inversão na forma de trabalho, até que a situação se regularize. Atualmente, o procedimento é que os carteiros façam a separação da correspondência de manhã e a entrega à tarde. A presidente do Sintect/DF, Amanda Corcino, alega que a inversão (entrega de manhã e organização à tarde) é benéfica, pois como o período da tarde é maior, os carteiros podem organizar melhor as cartas acumuladas. “Com a correspondência organizada, o trabalho de entrega rende mais. Também conta muito o fato dos trabalhadores estarem mais dispostos de manhã, até porque o clima é mais ameno”, afirma. 

Novas paralisações

O problema também se estende a outras regiões do DF. Caso não se consiga avanços nas condições de trabalho de todos os ecetistas, o sindicato alerta que haverá paralisações também nos distritos em Sobradinho e Valparaíso.

Para que não seja necessário chegar ao ponto de paralisar outras unidades, será realizada na próxima terça-feira (15/05) uma reunião entre o Sintect/DF e a diretoria dos Correios. Serão discutidas soluções para a falta de funcionários e melhores condições de trabalho para os carteiros.

Também será implementado na unidade o sistema de direcionamento (SD), o qual mensura a quantidade de correspondência e o número de carteiros necessários para um serviço de qualidade.

Outras informações:
(61) 3541-5200 / 3263-2500



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