Sábado foi uma data importante para o trabalhador
brasileiro. Isso porque no dia 28 de abril é o Dia Mundial em Memória às
Vítimas de Acidentes de Trabalho. E os números surpreendem! Só em 2010 foram
registrados mais de 701 mil acidentes de trabalho em todo o país, conforme o
Anuário Estatístico da Previdência Social 2011. Claro que o Brasil deve
comemorar a redução de quase 5% em relação ao ano anterior, mas ainda há muito
o que ser feito. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostram
que os acidentes de trabalho matam mais do que acidentes de trânsito e do que
as drogas.
A funcionária dos Correios, Anita Marques, 38 anos, já
foi vítima de acidente no trabalho, na categoria de doença ocupacional. Depois
de atuar anos como carteira no Distrito Federal, teve problemas de tendinite
nas mãos e nos ombros. Por conta da enfermidade, foi afastada. “Passei três
anos em reabilitação. Tive que correr atrás dos meus direitos para não ficar
desamparada, pois não recebi apoio da empresa”, conta.
A advogada trabalhista Eryka Farias de Negri explica que
o funcionário que for vítima deve pedir um comunicado de acidente de trabalho
(CAT) e apresentá-lo ao INSS. “Isso é fundamental para que ele tenha uma série
de direitos assegurados”, alerta.
Anita Marques conta ainda que o INSS reconheceu o
acidente de trabalho, mas os Correios só liberaram o CAT após os três anos. Ela
retornou à empresa, mas na função de OTT (Operador de Triagem e Transbordo), e
hoje trabalha na área sindical em defesa da segurança e da saúde no ambiente de
trabalho.
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